MARKETING VERDE

MARKETING VERDE

Posicionamento que pode conquistar clientes

Se você trabalha com gestão ambiental, provavelmente já ouviu falar sobre marketing verde ou marketing de causa. E isso faz parte da sua rotina de alguma forma. Como? Você irá entender.

Inicialmente o marketing representava um dos pilares de apoio do mundo dos negócios, uma ponte entre o setor produtivo e o comercial, cuja função principal era gerar demandas. Entretanto, ao longo das décadas, com a evolução da sociedade, dos meios de comunicação, da internet, esse “departamento” foi se aprimorando ao ponto de se tornar estratégico.

Philip Kotler, um dos principais gurus do universo mercadológico, em seu livro “Marketing 3.0: As forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano”, dividiu o marketing em três fases. Na primeira, o foco era o produto, e o trabalho concentrava-se em como efetuar a venda. Na segunda fase a preocupação era o cliente, o que deveria ser feito para que ele voltasse e comprasse mais. Entretanto, na terceira, o consumidor não participa do processo apenas como mero comprador, mas também no desenvolvimento dos produtos da empresa, nas comunicações que a mesma realiza, na construção da sua imagem e reputação. Nessa fase, as transações não se baseiam exclusivamente em produtos e serviços, mas, também em valores.

Os consumidores estão mais inteligentes e exigentes, têm acesso à tecnologia, à informação vasta, criam conteúdo, se interessam mais pelos problemas da sociedade e passam a escolher empresas e produtos pelo seu posicionamento.

A relação entre o cliente e a empresa se estreita, e ele deseja consumir os valores com os quais se identifica, dando preferência às marcas que se engajam nas causas que ele defende: redução da pobreza, preservação do meio ambiente, feminismo, liberdade sexual, promoção da justiça social dentre outras. Dessa forma, as organizações são pressionadas a agir para não correr o risco de perder mercado para concorrentes mais alinhados com as novas tendências.

Antigas regras do marketing passam a não surtir efeito satisfatório e o desafio é grande. Envolve criatividade, inovação, responsabilidade, colaboração, empenho, investimento e trabalho integrado de muitos profissionais de áreas variadas. A imagem da empresa social ganha cada vez mais poder frente aos clientes e é um caminho sem volta. Uma vez que se assume essa postura, qualquer deslize pode comprometer a sua reputação de maneira irreversível, especialmente quando a causa defendida é o desenvolvimento sustentável. Casos recentes de “vacilo na gestão ambiental”, ocorridos no Brasil, provam o quanto isso é sério.

Dessa forma, a mudança não pode ser apenas externa. Para que a boa imagem se sustente é necessário que a organização viva esses valores e eles precisam estar em sua cultura de trabalho, ou seja, todos os envolvidos devem acreditar em sua viabilidade e importância. Publicidade apenas não basta.

É aí que você, profissional de controle e gestão ambiental, entra. As boas práticas que o “pessoal do marketing” comunica aos clientes e demais stakeholders, são sustentadas ou não, nas ações e decisões tomadas pelo seu departamento.

Assim, a escolha de um parceiro, prestador de serviço ou fornecedor idôneo e comprometido com as políticas de gestão da sua empresa, tem muito mais peso do que se imagina. Não se limita a evitar multas e problemas legais de cunho fiscalizatório.

Sabe aquele ditado, “me diga com quem tu andas e eu direi quem tu és”? Pois é, nesse caso é perfeitamente aplicável, já que a responsabilidade é compartilhada, o famoso e tão falado termo “corresponsável”.

Resumindo, em terra de consumidores engajados e influenciadores, quem consegue conquistar e manter a confiança é rei.

 

Autoria: Emanuela Figueiredo